Conexão ruim afeta tecnologia no ensino, alerta revista

Em tempos de educação conectada, os alunos brasileiros têm sido obrigados a estudar com uma internet de baixíssima velocidade. Esse é o retrato traçado em sua última edição pela revista Exame, em reportagem que colocou em destaque o trabalho da Geekie e a aprendizagem adaptativa.
A reportagem faz um rápido balanço do programa Banda Larga nas Escolas, lançado pelo governo federal em 2008. Segundo a Exame, o programa chegou a 64 mil das 138 mil escolas públicas de ensino básico do País, mas brechas na legislação permitiram às operadoras de telefonia celular reduzir a velocidade dos pacotes oferecidos. Em 83% das unidades atendidas, a conexão é de 2 megabits por segundo, o que não é tecnicamente considerado banda larga. A revista informa que nos Estados Unidos todas as escolas tem internet com velocidade pelo menos cinco vezes superior a 2 megabits.
A conexão lenta pode prejudicar de forma considerável programas de distribuição de equipamentos como tablets, alerta a reportagem. E não só eles. Exame cita um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) sobre introdução de tecnologia em escolas da América Latina, Índia e China. Descobriu que alunos que receberam apenas equipamentos tiveram melhoria de 4% nas notas em línguas e matemática. Os melhores resultados, com 17% de melhoria das notas, vieram dos projetos de aprendizagem adaptativa, que, na definição da revista, “forneciam softwares usados para identificar, por meio de testes, em quais tópicos da matéria cada estudante teve mais dificuldade e ofereciam conteúdos para superar as deficiências, como videoaulas”.
Se funciona com o estudante, o ensino adaptativo enfrenta o desafio de operar sem uma conexão de qualidade. A Geekie é citada como exemplo de empresa que oferece soluções de tecnologia a escolas públicas e busca meios de driblar a restrição de infraestrutura – a reportagem destaca o fato de a plataforma da startup já acumular mais de 3 milhões de alunos cadastrados de quase 20 mil escolas. Cofundador da Geekie, Claudio Sassaki revelou à revista que a empresa vai desenvolver um software que dispensará o acesso à internet para atender a escolas públicas desconectadas.
“Sem a conexão o programa perde muito”, disse Sassaki. “Mas esse é o jeito que encontramos para permitir que alunos da rede pública tenham acesso a ele.”




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