Como o SESI/SC obteve mais visibilidade do desenvolvimento de estudantes com os relatórios do Geekie One

Dados e evidências de aprendizagem são encaminhados para as famílias de estudantes para mostrar engajamento e desempenho em áreas do conhecimento do Geekie One. Confira como os relatórios ajudaram o SESI de Santa Catarina a consolidar sua proposta do Novo Ensino Médio a partir de diálogos mais direcionados com estudantes, docentes e famílias.

O ensino e aprendizagem focados no desenvolvimento de habilidades e competências demandam da escola uma maior visibilidade das entregas de atividades, engajamento no processo e planejamento do currículo. No Novo Ensino Médio, a questão é ainda mais crucial por ser um momento importante para a vida de estudantes e, atualmente, se configurar como uma adaptação importante para as escolas que oferecem o segmento.

As unidades do SESI de Santa Catarina se depararam com este desafio ao implementar as mudanças na última fase da Educação Básica. A situação ficou ainda mais complexa com a pandemia do coronavírus; porém, este foi o momento no qual os relatórios de desempenho de alunos e alunas do Geekie One ajudaram tanto a conhecer melhor os estudantes novos da escola como também aprimorar o diálogo com as famílias e com docentes das unidades.

Visibilidade limitada: os(as) estudantes estão usando o material didático?

Dados e evidências permitem não apenas acompanhar o desempenho de estudantes, como também são informações importantes para construir diálogos. Em um cenário sem essa visibilidade, a orientadora pedagógica da unidade Joinville Norte do SESI/SC, Maria Olávia Santos Monteiro, dependia da percepção de discentes e das informações consolidadas pelos professores e pelas professoras. 

Ela conta que, com as informações limitadas, era difícil até dialogar com as famílias. Afinal, como argumentar com um pai, uma mãe ou um(a) responsável que o aluno ou a aluna não estava entregando suas atividades? E sobre o uso do material didático, como afirmar com certeza se o(a) estudante estava lendo o conteúdo ou fazendo os exercícios?

O coordenador Jairo Engster, da mesma unidade, ainda traz outro ponto aos questionamentos. Segundo ele, muitos(as) docentes reclamavam da falta de dedicação de alunos e alunas com o estudo e do uso do material didático: “Estudantes trabalham com a lógica de usar o livro didático apenas quando o professor pede. A gente vivia muito em função da percepção do(a) professor(a) e não tínhamos efetivamente um acompanhamento claro e preciso sobre o uso dos materiais que serviam de referência e o engajamento dos estudantes nas atividades”.

O Novo Ensino Médio do SESI/SC

Todas essas questões se tornaram ainda mais relevantes para a Maria Olávia e para o Jairo quando a escola começou a adaptar o Ensino Médio para atender às determinações da lei 13.415/2017 – que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e reformulou o segmento. 

“O novo modelo do Ensino Médio tem uma proposta de trazer o estudante mais para o centro do processo. No modelo tradicional o estudante tinha uma postura muito mais passiva. Apesar de parecer contraditório, boa parte dos estudantes gostavam do modelo tradicional porque podiam se manter na passividade e todo o trabalho era feito pelo professor. Isso dava uma certa tranquilidade para eles”, contextualiza Engster.

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Remodelar currículos e a grade horária são a ponta de um trabalho mais profundo de readequação do processo de aprendizagem. Ao pautar a aprendizagem pelo desenvolvimento de habilidades, o documento normativo reforça indiretamente a necessidade de acompanhar mais de perto e de forma mais constante e diversificada o desempenho de estudantes ao longo do processo.

Para o SESI/SC esse desafio ficou latente, mas o benefício da reformulação do segmento foi grande para o(a) estudante, segundo o coordenador da unidade de Joinville Norte. Ele comenta que no novo modelo “o(a) aluno(a) tem mais autonomia e responsabilidades no gerenciamento dos recursos que utiliza, como a busca de informações, e precisa ‘correr atrás das coisas’ – usando uma expressão do do dia a dia.”

Boletim do Novo Ensino Médio e o relatório de desempenho do Geekie One

A adaptação do segmento gerou, entre outras mudanças, uma reformulação na construção dos boletins dos alunos do SESI/SC. Jairo explica que, antes, o boletim era apenas o resumo das notas trimestrais dos(as) estudantes. Agora, para dar mais visibilidade de como cada aluno e aluna progride nas áreas de conhecimento, as notas foram substituídas por conceitos e elas vêm vinculadas às habilidades e competências desenvolvidas durante o período. Para o coordenador do Ensino Médio, este modelo reforça a autonomia e o protagonismo do(a) estudante no segmento.

“Quando o professor gera uma atividade, ele precisa ter a questão das habilidades e competências em mente. Também temos toda uma avaliação de processo, uma avaliação atitudinal do estudante. Isso é muito importante porque leva a avaliação para além do número simples; o estudante não é apenas considerado pelo seu desempenho imediato na avaliação”, afirma Jairo.

Como o SESI/SC obteve mais visibilidade do desenvolvimento de estudantes com o relatório do Geekie One
Com os relatórios do Geekie One, as famílias recebem informações periódicas sobre o desenvolvimento de estudantes

A estruturação do novo boletim, feita por Jairo e Maria Olávia, foi complementada pelos envios dos relatórios de desempenho do Geekie One. Esses relatórios consolidam informações sobre a participação e desempenho nas atividades por área de conhecimento e por capítulo. Os dados apresentados no documento são coletados de forma automática na plataforma e, de forma prática e segura, a escola pode optar por enviá-los de forma direcionada para a família de cada estudante.

SESI-SC e o relatorio do Geekie One - depoimento Maria Olávia: Agora eu sei exatamente quantos estudantes não estão se engajando e usando o material didático. Então, hoje em dia, eu tenho uma segurança que eu não tinha antes. O envio e análise dos relatórios foi muito bom porque no meio do trimestre eu já tive uma visão total do que estava acontecendo.

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“Sou menos inteligente que a turma”

A visibilidade possibilitada pelo relatório do Geekie One auxiliou outra unidade do SESI/SC no relacionamento com estudantes. A coordenadora Gabrieli Borges Ugioni Felipe, conta que, no início do ano, sua unidade recebeu um estudante novo que tinha um histórico complexo por sofrer bullying durante os anos finais do Ensino Fundamental. Apesar da autoestima baixa, o aluno conseguiu se enturmar; porém, logo se distanciou da escola quando as aulas presenciais se transformaram em virtuais e o contato com a comunidade escolar foi interrompido por conta da pandemia do coronavírus.

“Ele começou a se afastar das aulas e chegou a dizer que a escola não era para ele. O aluno destacou que a escola era muito difícil e que os estudantes da turma eram mais avançados que ele”, relata Gabrieli.

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Como as unidades do SESI/SC adotaram o Geekie One no início de 2020, a coordenadora logo teve acesso aos relatórios de desempenho de estudantes. Com o caso do estudante em mãos, ela resolveu verificar quais dados e evidências o documento poderia trazer para ajudar no processo de desenvolvimento do estudante.

“Quando percebemos o afastamento do estudante, a mãe me disse, na época, que ele se achava menos inteligente que o restante da turma. Ao ver o relatório, no entanto, consegui enxergar que, ao contrário do que ele pensava, esse estudante não estava abaixo da turma, mas, sim, tinha um rendimento médio acima do restante dos colegas. A conversa com ele foi um processo: fui acompanhando seu desempenho ao longo do tempo e, hoje, ele é um outro menino. Ele foi elogiado no conselho de classe e interage mais com docentes”, conta a coordenadora.

A recepção das famílias

O benefício da reestruturação do Ensino Médio e o uso de dados e evidências no processo de ensino e aprendizagem das unidades do SESI/SC foi percebida também por outras famílias. Com a visibilidade possibilitada pelos relatórios do Geekie One, pais, mães e responsáveis conseguem acompanhar mais de perto o desenvolvimento do(a) estudante, segundo a orientadora pedagógica e o coordenador da unidade de Joinville Norte. 

Além disso, as famílias têm mais tranquilidade sobre as possibilidades de recuperação de notas e em quais áreas do conhecimento o aluno ou a aluna precisa se dedicar mais ou está se destacando frente à turma.

SESI-SC e o relatorio do Geekie One - depoimento Jairo Engster: É muito importante quando as famílias conseguem perceber que o(a) filho(a) é avaliado não apenas pelo desempenho na prova, mas sim de forma mais completa. Acompanhei a leitura do relatório Geekie One com uma das famílias e ela ficou maravilhada com o que estava posto no documento e como é completo o relatório.

Geekie One e docentes do SESI/SC

Não é apenas na relação entre escola, estudante e família que os os dados do Geekie One ajudaram a orientadora pedagógica e o coordenador da unidade de Joinville Norte do SESI/SC. A relação entre coordenação e corpo docente também ficou mais clara, direta e fácil com a visibilidade sobre o andamento do planejamento e entregas de atividades.

Com o Geekie One, a coordenação tem um relatório de dados completo sobre o andamento das aulas por disciplina e docente. Ela também pode acompanhar as entregas de atividades e o engajamento das turmas de estudantes e de cada aluno ou aluna de maneira individual. As informações consolidadas no Geekie One permitem que coordenadores(as) e gestores(as) tenham uma visão completa de como o processo de ensino e aprendizagem ocorre em sua escola.

“Do ponto de vista dos(as) professores(as), eles sabem que a coordenação tem essas informações fáceis, então eu não preciso mais incomodá-los para saber como andam as aulas. Isso facilitou muito nossa comunicação com os docentes”, explica Maria Olávia.

A orientadora pedagógica ainda destaca que todo este movimento mudou a relação entre docentes e coordenação:

SESI-SC e o relatorio do Geekie One - depoimento Maria Olávia: Os(As) docentes estão mais tranquilos no que diz respeito às atividades que eles postam com prazo. Eles e elas conseguem entender que a coordenação está ali para apoiar, para ficar do lado e acompanhar o que está sendo feito, reportar questões para as famílias.

Educação com evidências: um avanço como em outros setores

Enquanto outros setores se beneficiam do uso das tecnologias de informação e comunicação, a educação continua pautada em um processo de ensino tradicional, que deixa estudantes no papel passivo apontado por Jairo e pela transmissão de conhecimentos sem o protagonismo necessário para o contexto atual. Porém, há uma rede de escolas inovadoras que estão se destacando por enxergar o potencial da tecnologia quando usada com intencionalidade pedagógica e a serviço de educadores e educadoras.

O SESI/SC é uma rede que se beneficiou deste avanço inovador. Para o coordenador da unidade de Joinville Norte, o principal avanço está no olhar possível para o futuro no ensino e aprendizagem da comunidade escolar. Jairo comenta que a educação foi um dos últimos setores que incorporou o trabalho com dados e evidências e celebra o fato de o SESI-SC estar, agora, na vanguarda do setor com os relatórios do Geekie One:

SESI-SC e o relatorio do Geekie One - depoimento Jairo Engster: Nós precisávamos dar esse passo adiante; precisávamos sair do trabalho baseado no feeling, na percepção, na experiência, na tradição e avançar para a questão das evidências; do trabalho sustentado e amparado por evidências. Isso é um ganho extraordinário que temos aqui.

O coordenador ainda complementa: “Acho que temos sempre que trabalhar com evidências, não apenas no processo já consolidado – na questão do que já aconteceu -, mas também nas evidências para sustentar o planejamento, o adiante”.

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